sábado, 30 de agosto de 2008

Amazônia Fashion Week é lançado com aposta em pólo regional

A Cooperativa de Costureiras e Artesãs da Amazônia (Costamazônia) promove um evento para construir um pólo produtivo de moda na capital paraense. Com a presença de diversos estilistas e produtores de moda locais, será lançado hoje, às 19h, no prédio da antiga Livraria Universal, no centro histórico de Belém, o 2º Amazônia Fashion Week, com desfiles e exposições focalizados no tema 'Da Belle Époque ao século XXI: 100 anos de moda e cultura'. Haverá também o lançamento da grife Arte da Ilha e do projeto de treinamento em corte e costura a ser realizado em comunidades de pescadores, com o apoio da Imerys Rio Capim Caulim.

No lançamento haverá a apresentação de diversos looks das estilistas paraenses Elis Cunha, Joana Silva, Benedita Truckenbodt, Enilda Carriça, Ana Miranda e Ana Cecílio, todas da Costamazônia, além da designer de acessórios Mariana Bibas e do grupo Moda Pará, que traz produções da Manufatura, Ná Figueredo, Celeste Heitemann, Rosa Leal, Lele Grello, Maria Helena Meira Mattos, entre outros. Os desfiles, acompanhados por música ao vivo do grupo Quórum, dão uma prévia do que será apresentado nos desfiles do Amazônia Fashion Week em novembro próximo.

Além da programação dedicada à moda contemporânea, o público de convidados ainda terá a oportunidade de fazer uma comparação histórica e conhecer um pouco mais da produção local à época da Belle Époque; tudo a partir das exposições 'Livraria Universal: 1908-2008', com curadoria de Dulcília Maneschy e 'A moda em 1908: apogeu da Belle Époque', do grupo Modamazônia.

Fonte: Amazônia Jornal

Desfile com gostinho histórico



PREPARAÇÃO
Amazônia Fashion dá enfoque histórico e compara duas épocas de moda

GUTO LOBATO
Da Redação

Mais uma vez, a Cooperativa de Costureiras e Artesãs da Amazônia (Costamazônia) promove um evento visando à construção de um pólo produtivo de moda na capital paraense. Com a presença de diversos estilistas e produtores de moda locais, será lançado neste sábado, 30, às 19h, no prédio da antiga Livraria Universal, localizado no centro histórico de Belém, o 2º Amazônia Fashion Week, com desfiles e exposições focalizados no tema 'Da Belle Époque ao século XXI: 100 anos de moda e cultura'. Na programação, haverá também o lançamento da grife 'Arte da ilha', do projeto de capacitação Corte e Costura, realizado em comunidades de pescadores com o apoio da Imerys Rio Capim Caulim.

No lançamento, haverá a apresentação de diversos looks das estilistas paraenses Elis Cunha, Joana Silva, Benedita Truckenbodt, Enilda Carriça, Ana Miranda e Ana Cecílio, todas da Costamazônia, além da designer de acessórios Mariana Bibas e do grupo Moda Pará, que traz produções da Manufatura, Ná Figueredo, Celeste Heitemann, Rosa Leal, Lele Grello, Maria Helena Meira Mattos, entre outros. Os desfiles serão acompanhados por música ao vivo do grupo Quórum, orquestra de câmara referenciada no Estado, e dão uma prévia do que será apresentado nos desfiles do Amazônia Fashion Week em novembro próximo.

Além da programação dedicada à moda contemporânea, o público de convidados ainda terá a oportunidade de fazer uma comparação histórica e conhecer um pouco mais da produção local à época da Belle Époque; tudo a partir das exposições 'Livraria Universal: 1908-2008', com curadoria de Dulcília Maneschy e 'A moda em 1908: apogeu da Belle Époque', do grupo Modamazônia. Para apresentar seus projetos de sustentabilidade desenvolvidos na região, a Imerys ainda apresenta no espaço a mostra 'Responsabilidade Social: o desafio do século XXI'.

De acordo com a coordenadora geral do evento, a advogada e jornalista Felícia Maia, a intenção é fazer um resgate dos elementos visuais e arquitetônicos de Belém do intendente Antônio Lemos, comparando-os, assim, a um contexto atual. 'Desta forma, agregamos um viés de preservação da memória histórica ao evento, convidando o público a entrar no clima de época enquanto assiste à apresentação das produções de moda recentes', explica.

O próprio espaço no qual o lançamento do AFW acontece remete à temática: fundado em 1908, quando Belém vivia sua fase de maior urbanização, o antigo prédio da Livraria Universal fica situado na rua João Alfredo, que, à época, correspondia a um dos espaços mais chiques da cidade. Recentemente recuperado com o apoio do Ministério da Cultura (MinC) por meio do programa Monumenta, ele será reinaugurado junto ao lançamento.

Na noite, os convidados ainda poderão viver um momento de nostalgia fazendo um percurso de bondinho até o local. O veículo parte da Casa do Bondinho, na Avenida Portugal com a Rua 13 de Maio, até a João Alfredo. 'Nossa intenção é resgatar o que há de mais relevante nesta história. A região do centro histórico foi um dos cartões-postais da cidade, onde as pessoas passeavam, faziam compras. Queremos sempre manter o foco no mercado de moda em nossas programações, mas sem deixar de focalizar elementos importantes da cultura local, como a história e a arquitetura', enfatiza Felícia Maia.


Fonte: http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=248&codigo=365894


quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Coleção Lendas Amazônicas pela Costamazonia em 13 11 2007



COLEÇÃO LENDAS AMAZÔNICAS


Esta coleção, desenvolvida para o Amazônia Fashion Week, é inspirada nas lendas regionais, resgatando o valor simbólico da identidade amazônica para a cultura brasileira.


A proposta é expressar a beleza essencial imanente do universo encantado amazônico, em dez vestidos concebidos de forma completamente afinada com as tendências da moda contemporânea.


As lendas amazônicas da Cruviana, da Matinta Perera, do Boto, do boto Cor de Rosa, da Iara, da Vitória Régia, da Mandioca, do Açaí, da Cobra grande e da Mãe d’água, que retratam entidades que encantam e seduzem, são revisitadas pela estilista, com o intuito de demonstrar o poder de sedução da mulher brasileira, através da beleza, da leveza, da fluidez dos tecidos misturados com matéria-prima regional como tururi, fibra de coco, cuia, osso e chifre, resultando na fusão de moda e magia.











quinta-feira, 16 de novembro de 2006

domingo, 15 de outubro de 2006

Ana Miranda em entrevista para o Jornal Amazônia

Como você resume sua carreira na moda?

Antes de tudo posso dizer que sempre gostei de me vestir bem, não significando necessariamente usar roupas de grife, mas me vestir de um jeito que me sentisse bem, desta forma fui criando um estilo muito pessoal desde muito cedo. Profissionamente comecei no mundo fashion em desfiles como modelo de passareala.
Depois acabei me afastando profissionalmente da moda por uns anos, e passei a atuar somente como bibliotecária, coisa que eu também adoro; mas lá pelas pelas tantas com a minha vida mais estabilizada, senti que precisava fazer algo mais, e a moda foi um caminho natural, pois esta nunca deixou de ser um interesse permanente em minha vida, fosse nos momentos em que eu mesmo criava minhas roupas, ou mesmo produzindo familiares e amigas para ocasiões especiais. Há quatro anos atrás montei um ateliê, e as coisas estão acontecendo em um ritmo surpreendente, embora eu pense que ainda esteja só no início, muitas coisas legais já aconteceram, como os desfiles, a produção de artistas e as coleções de roupas com toques regionais, as bolsas, acessórios e as biojóias.


Como está o mercado de moda hoje em Belém? Está crescendo? Por quê?

Belém desde muito tempo foi berço de grandes estilistas que fizeram sucesso mundo afora. Hoje existe um núcleo de estilistas que estão produzindo moda, que embora antenada com as tendências mundiais, busca construir uma identidade amazônica para a moda produzida aqui, que utiliza matéria-prima da região, diferenciando-se de outros polos. Já existem indicativos que esta moda com um jeitão amazônico tem grandes possibilidades de se firmar no cenário nacional e internacional.

O que vc pensa sobre a criação de um curso de bacharelado em Moda em Belém?

Em todas as áreas a qualificação é uma peça chave para o desenvolvimento, o bacharelado em moda provavelmente possibilitará a expansão da cadeia produtiva da moda no Estado, podendo inclusive atrair grandes empresas para se localizarem aqui, pois já somos um polo de materia-prima alternativa, temos muitos talentos atuando no mercado, e com a ampliação da qualificação da mão-de-obra, se completará um quadro muito positivo para a expansão do setor em Belém.


Existe produção de alta costura em Belém?

Sim, só precisa ter uma maior visibilidade por porte do público e da grande imprensa, agora mesmo em novembro teremos o EPAMA – Encontro Paraense de Moda e Artesanato, um maravilhos evento de moda e artesanato, com oficinas, palestras e desfiles, produzido pela Costamazônia, associação do qual faço parte, que ocorrerá em diversos lugares como Estação das Docas, São José Liberto e Teatro Waldemar Henrique. O ponto alto do evento será o desfile de alta costura que vai acontecer no Waldemar Henrique no dia 9 de novembro.